sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Mudar não é fácil, mas não desanime.
As mudanças em uma empresa acontecem por necessidades tecnologicas, necessidades estratégicas, necessidades comportamentais, necessidades econômicas e necessidades ambientais. Na maioria das vezes, não agrada aos funcionários envolvidos que sentem de forma errada que estão perdendo espaço na empresa e com isso resistem a qualquer idéia de mudança.
As vezes esse processo é tardio e faz com que a empresa perca seu poder de competitividade e  produza de forma obsoleta, o que gera prejuizo visiveis e invisiveis. É necessário mudarmos o pensamento
- Eu sempre fiz assim, para que mudar?
Outro pensamento  que impera nas empresas é o de que o outro tem que mudar primeiro. Cabe aos administradores estarem conscientes da importância de se implementar as mudanças em toda a empresa com a inclusão de todos. É importante conscientizar os funcionários que o que parece incomodo a principio na verdade provocará melhorias na empresa e na vida profissional de todos.
Neste processo podemos identificar vários tipos de atitudes diante das mudanças:
- Pessoas que ignoram as mudanças e recusam reconhecê-la e não acham necessária.
- Pessoas que acham que as mudanças são necessárias mas impossíveis de se fazer.
- Pessoas que cruzam os braços para atrasar o processo.
- Pessoas que acham que não tem tempo de fazer mudanças.
- Pessoas que acham que as mudanças irão fazê-lo trabalhar mais.
- Pessoas que acham que sorte vem antes de planejamento.
- Pessoas que abraçam a idéia e se dispôem a colaborar pois sabem que o que bom para empresa é bom para elas.
É importante que o administrador tenha o controle sobre as mudanças a serem implementadas e com isso conseguir o máximo dos novos métodos.
Um empresa não pode se afiançar na sorte, muito menos em produzir a qualquer custo, aliás é neste qualquer custo que o lucro é corroido das mais variadas formas, visíveis e invisiveis.
Na mudança de atitude é preciso incorporar normas de gestão com disciplina:
Planejar, estabelecer metas, incentivar boas idéias, humanizar, premiar a produtividade, motivar o treinamento, normatizar métodos produtivos, administrativos e corretivos etc.
Deve-se tomar cuidado ao implementar mudanças no sentido que:
Sejam compreendidas e fácil de ser comunicadas.
Que sejam lógicas.
Que transmitam segurança a todos.
Que sejam bem pensadas para não criar problema nas relações.
Que sejam flexiveis para que possam incentivar iniciativas em caso de necessidades urgentes.
Que sejam agregadoras de valores ao trabalho tornando a empresa competitiva.
PENSEM NISSO E MÃOS A OBRA.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

SE.
                                       Mauro Marques
Para alguns empresários e  gerentes, a produção vem em primeiro lugar.
Não existe planejamento, meta, controle, normas, organização....
Produzir é a palavra de ordem - a qualquer custo.
O resultado  é desastroso, pois a falta de um plano de ação contribui para o retrabalho, corroi o lucro, dificulta o controle,
cria vicios, estanca a evolução, perde-se a qualidade, danifica equipamentos, deteriora o financeiro, estraga os colaboradores...
O treinamento é deixado de lado com uma única recomendação:
Se vira nos 30.
Com isto, perde-se os talentos, enterram-se boas idéias e acomodam-se os defeitos.
Cria-se uma fábrica de desculpas e onde o  culpado é sempre o outro.
Não existem planos emergenciais.
Não há tempo para nada, não existem reuniões.
Não se estabelece um caminho, tudo em função de um tempo
que parece que ninguém  tem.
Assim a empresa tenta equilibrar-se em ações corretivas e nunca preventivas.
A idéia de colaboração, esbarra sempre na falta de vontade entre os departamentos
e na completa disputa individual por  território.
O resultado faz surgir uma gama de  empregados que se consideram intocáveis,
que não aceitam ordens, detêm informações, conhecimentos
e que criam suas próprias regras dentro da empresa.
O que você mais percebe neste tipo de empresa é:
- Miopia  diante da realidade.
- Surdez diante dos questionamentos.
- Inércia diante das mudanças necessárias.
- Adiamento nas decisões.
- Falta de valorização profissional..
Pelo fato da comunicação interna ser deixada de lado ou não ser entendida,
comete-se muitos erros gerando imensos prejuizos. E como  praticamente não existe registros,
a tendência é que os mesmos sejam repetidos.
O serviço do SAC é considerado um saco, afinal vai ter sempre um cliente insatisfeito, portanto ninguém quer falar com ele.
A sorte é sempre a grande cartada deste tipo de empresa.
A linguagem do SE é falada por todos departamentos.
SE der para acabar.
SE a máquina não quebrar.
SE o empregado não faltar.
SE a embalagem chegar.
SE transporte conseguir.
SE o produto não faltar.
SE o cliente aceitar.
SE.........................

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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Dona Desculpa



Por: Mauro Marques

Um gerente analisava os resultados na empresa em que  trabalhava, quando sem entender falta de alguns relatórios da produção, pediu que chamassem o  chefe do setor. Instruiu a secretária que a reunião seria somente com o chefe e que não gostaria de ser interrompido. Passado alguns minutos, o chefe de produção foi anunciado  e entrou na sala do gerente. Porém estava acompanhado de uma senhora. O gerente não a conhecia, no entanto ela  não lhe parecia estranha. Um pouco contrariado pediu explicação ao chefe de produção o porque da  presença da senhora.
- Senhor gerente, esta é a Dona Desculpa, ela é minha assistente, sempre me acompanha, eu a trouxe pois pensei que o senhor já a conhecesse. Ela é uma pessoa distinta, muito experiente e está sempre resolvendo os meus problemas. Por isso, é que ela veio para reunião. Assim poderemos dar qualquer  descul... ou melhor qualquer explicação necessária.
Bom já que a senhora já encontrava-se  na sala e tinha até  acomodado-se em uma das cadeiras, o gerente querendo tirar logo suas dúvidas, pediu ao chefe de produção que explicasse a falta de alguns relatórios.
O chefe de produção pegou as folhas, olhou, olhou,  franziu a testa, esfregou as mãos, ensaiou algumas palavras, coçou a cabeça e então entregou-as a Dona Desculpa. Essa por sua vez colocou os papéis sobre mesa e calmamente falou:
- O senhor deve lembrar-se  que tivemos um contra tempo no mês passado, o PABX queimou.
O gerente então questinou qual era a ligação do PABX com a falta de alguns  relatórios?
Dona Desculpa imediatamente respondeu.
- Veja bem senhor, assim que queimou, eu logo imaginei que o nosso computador também pudesse queimar  então eu o  desliguei.
- Porque a senhora não contatou nossos técnicos para saber se era necessário?
- Foi impossível, já que o PABX estava queimado.
- Por que a senhora não fez um comunicado escrito a mão e encaminhou a eles?
- Bem porque na era da tecnologia, não ficaria bem um comunicado escrito a mão.
- Pois bem, a senhora a deveria fazer uma comunicação verbal.
- É! Mas ai não ficaria registrado.
E por mais que o gerente tentasse, Dona Desculpa tinha sempre uma resposta na ponta lingua.
O gerente viu que a Dona Desculpa era realmente  uma grande especialista e se deu por vencido.
Então levantou-se, deu algumas voltas pela sala pensativo, olhou para Dona Desculpa e o chefe de produção que parecia todo radiante com a sua assistente, voltou para sua mesa pegou o telefone e
 pediu ao departamento pessoal que demitisse o chefe de produção.
Dona Desculpa, ficou toda desconsertada e  já ia levantando-se  para deixar a sala  junto com o chefe de produção, quando o gerente  pediu que ela permanecesse sentada.
Dona Desculpa engoliu a seco e imediatamente imaginou mil desculpas para  defender-se.
Então o gerente olhou bem nos olhos da Dona Desculpa e disse:
- O que tenho para  comunicar  a senhora é o seguinte:
- A partir de agora a senhora vai ser minha assistente pessoal 
  e não aceito um não como resposta.
 
- ...........Me diz que aceita vai!

Não deixe que essa prática se alastre por sua empresa
É importante ficar atento e identificar  funcionários que  usam e disseminam esta prática.
Saiba diferenciar desculpas de justificativas.







terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Empresa. Comece Bem!


Por: Mauro Marques


Abrir uma empresa no Brasil leva tempo e como tempo é dinheiro em se tratando de qualquer empresa, podemos dizer que custa muito caro.
Mas é a partir daí que precisamos nos atentar para alguns detalhes que são colocados em segundo plano e que contribuem para que as empresas patinem e infelizmente morram prematuramente.
Não se faz uma empresa só com vontade, apesar de necessária, nem só com capital, apesar de fundamental. Para abrir uma empresa não devemos basear em achismos, fantasias, sorte, fórmulas de  sucesso.
Sou muito procurado por pessoas que querem abrir seu próprio negócio,  algumas já com experiência no seguimento que desejam, outras que  por possuirem algum capital querem se aventurar em negócios que mal conhecem. Procuro sempre ser o mais realista possível, não apago sonhos, levo-as a pensar, analisar, planejar sobre   todas as necessidades que são importantes para que sua empresa saia do papel e se mantenha de pé.
Localização, documentação, mercado, custo, produto, conhecimento, concorrência, capital, sociedade, organização, mão de obra, marketing, propaganda etc.
Hoje com a economia estável nos deparamos com um leque de oportunidades e consumidores ávidos por todo tipo de produto. Isso é realmente é tentador, mas é preciso pisar no freio da euforia, acelerar o estudo de viabilidades em todos os sentidos.
Não pense que os amigos vão tornar-se  clientes cativos em sua loja  ou no seu restaurante, do seu produto ou seja lá o ramo de negócio que você escolher.
Já foi-se o tempo. A única coisa que não muda é que existe sempre um cliente do outro lado querendo ficar plenamente satisfeito. E para isso, sua empresa tem que estar preparada.
Hoje o mercado é altamente dinâmico, mutável, a informação está a um clique, a outra opção está ao lado. Portanto ao abrir uma empresa é fundamental que você se mantenha atualizado, tome decisões bem planejadas para saber o que o cliente deseja, como conquistá-lo  e como mantê-lo. Seja ágil na informação, na adaptação e principalmente trabalhe para superar todas suas expectativas a cada dia, pois se você piscar a concorrência leva.
Para que isso não aconteça, pense, trabalhe,  planeje cada detalhe e principalmente tenha sua empresa nas mãos da forma mais profissional e humanizada o possível. Não seja centralizador, distribua funções, ouça, observe, absorva, aprenda, estude o seu concorrente, veja onde ele acerta e onde ela erra, seja organizado, tenha disciplina, reconheça, recompense o talento e forme um time de bons colaboradores ao seu lado.
Procure ajuda de profissionais que possam orientá-lo nessa empreitada não arrisque perder dinheiro tentando fazer ou aquilo que você pode não estar preparado.
Muita gente com vontade, capital e boas idéias  acabam quebrando a cara, por não preocupar-se  em buscar orientação profissional..
Bom, se depois de tudo, você ainda achar que ter sucesso é só uma questão de sorte, a concorrência sensibilizada agradece.